Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 09/05/2021

Na música “País do sonho”, a cantora Elza Soares idealiza um Brasil livre de problemáticas sociais. Em sua perspectiva, tal país deveria ter uma educação que fosse capaz de formar cidadãos plenamente. Contudo, a realidadade brasileira se torna contraditória a esse ideal, já que o analfabetismo funcional é presente.

Essa adversidade está associada a falta de qualificação dos profissionais de ensino, que são instigados a desvalorização do trabalho diante da ausência de políticas públicas motivadoras. Isso é justificado pelo “pacto de mediocritadidade”: conceito criado pelo antropólogo e escritor Darcy Ribeiro, para se referir a situação contante em que ‘o professor finge que ensina e o aluno finge que aprende’.

Outro fator influente diz respeito a dificuldade para manter um estudo de longo prazo continuado. Levando em conta os dados do ministério da educação publicado em 2016, a gravidez na adolescência é um dos principais motivos da evasão escolar. Por isso, muitos estudantes não tem a grade curricular completa e acabam optando pelo trabalho precoce como forma de ajudar no sustento familiar.

Diante desses fatos, nota-se que medidas dever ser usadas para solucionar esse impasse. Como disse o economista Arthur Lewis: “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Portanto, a negligência governamental tem que ser descartada, e o ministério da educação deve promover ações e projetos de incentivo ao conhecimento, por meio da criação de bibliotecas públicas e com o aumento salarial dos educadores, para que o cidadão tenha fácil acesso aos recursos disponíveis para reverter o analfabetismo funcional atuante.