Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 10/05/2021

O livro “o cidadão de papel” aborda tragédias educacionais e a realidade de inúmeras pessoas com poucos recursos. Contudo, essa tragédia está relacionada ao processo de alfabetização no Brasil, o qual é um empecilho que nunca deixou de existir. Ademais, há a negligência governamental quando se fala de educação e muitas vezes esse ensino não é oferecido com qualidade, formando cidadãos com analfabetismo funcional.

Nesse contexto, essa desatenção do governo para com a educação infelizmente é proposital. Isso pois, como dizia George Orwell, a massa mantém a marca, a marca mantem a mídia e a mídia controla a massa, todavia, para conseguir essa manipulação, é mais viável deixar a população sem acesso ao conhecimento. No entanto, no Art.205 da Constituição Federal, diz que a educação é direito de todos e dever do estado, ou seja, as autoridades estão tendo ações contra a própria lei, o que é um erro enorme se pensar no impacto econômico que a falta de instrução pode causar. Portanto, nota-se que a falta de investimentos na educação pública é um fator que corrobora para o aumento de indivíduos iletrados.

Além disso, o descuido e a falta de qualidade no o ensino resulta também no analfabetismo funcional - quando as pessoas sabem ler e escrever, mas não compreendem textos simples -. Com isso, a maioria não conseguem ter liberdade e autonomia para criar suas próprias opiniões, o que resulta em indivíduos influenciáveis. Contudo, o Jornal da USP demonstra que em 2020 29% da população brasileira tem dificuldades para interpretar e explicar textos, dessa forma, esses dados demonstram a ingenuidade intelectual, a qual faz com que as Fake News se tornem realidade, pela falta de discernimento dos leitores parar pesquisar em jornais confiáveis se a notícia é verídica. Assim, essa situação que o Brasil se encontra, seria as tragédias educacionais que o livro “O cidadão de papel” aborda.

Destarte, faz-se imprescindível ações interventivas com o fito de promover a educação para a classe menos favorecida e assim amenizar o analfabetismo funcional e a negligência governamental. Para isso, o Ministério da Educação deve investir em campanhas educacionais em lugares inóspitos - onde tem atualmente o maior número de analfabetos -, disponibilizando aulas de qualidade por meio de professores formados e capacitados, com o objetivo de diminuir os índices de todos os tipos de analfabetismo. Logo, a longo prazo, as tragédias no ensino não seriam mais um fator existente na sociedade brasileira.