Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 28/05/2021
De acordo com o sociólogo Edgar Morin, “A reforma de pensamento significa a reforma da educação.” Essa frase tematiza a problematização da educação na presença do analfabetismo funcional em uma grande parcela da população brasileira. Sendo assim, torna-se necessário investimento na educação básica e, consequentemente na eliminação dos efeitos negativos da falta de compreensão de textos na vida do cidadão brasileiro.
Em primeira análise, vê-se que a má qualidade do ensino básico reflete na incapacidade de uma pessoa compreender um texto simples. Nesse contexto, Avaliação Nacional de Alfabetização, realizada pelo INEP, constatou que 54,73% dos estudantes acima de 8 anos de idade permanecem em níveis insuficientes de leitura e 33,95% apresentam insuficiência na escrita. Esse dado demonstra que os alunos do ensino fundamental não desenvolvem as habilidades suficientes para interpretar a leitura realizada.Dessa forma, é necessário um reformulação nos critérios de avaliação, pois esse problema do analfabetismo funcional deve ser resolvido imediatamente na série diagnosticada, pois pode ser carregado para a vida inteira.
Além disso, o analfabetismo funcional gera consequências negativas para toda a sociedade brasileira. Como, por exemplo, a ascensão da Fake News, muitas pessoas que compartilham notícias falsas tem dificuldade de interpretar o conteúdo, pesquisar a veracidade da fonte e ter um senso de criticidade sobre o assunto lido. Desse modo,essa prática remete ao conceito de Educação Bancária, desenvolvida pelo sociólogo Paulo Freire, pois as instituições escolares apenas ensinam ler as palavras,mas não contextualizar com fatos do cotidiano do estudante. Esse ato de alfabetização rasa espelhará em escolhas políticas, sociais e econômicas equivocadas no futuro. Logo, ser proficiente na leitura é um ato de resistência no Brasil.
Portanto, uma alfabetização de boa qualidade faz-se necessária para sociedade brasileira. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação, investir verbas na formação do corpo pedagógico escolar qualificado nos municípios. Isso será feito por meio de cursos de formação direcionados na aprofundação do letramento dos alunos,visando a interpretação dos fatos e a criticidade das variadas leituras, a fim de construir indivíduos alfabetizados proficientes. Ademais, o Governo Federal deve usar o veículo televiso para incentivar a leitura em todas as idades.Somente assim, será realizada a profunda reforma de pensamento da nação brasileira.