Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 26/05/2021
O filósofo grego Aristóteles afirmou que: " A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces". Entretanto, a afirmativa mostra-se antagônica à realidade brasileira, a qual vem apresentando resultados negativos em âmbitos de compreensão de textos e leituras - o que é chamado de analfabetismo funcional-. Tal conjuntura, relaciona-se a uma educação mecanizada e aos reflexos de uma população majoritariamente carente.
Nesse contexto, o ensino inativo implementado no Brasil torna-se um fator imperioso na propagação do analfabetismo funcional. Dessarte, tal realidade contrariando a máxima de Paulo Freire, que sugere uma educação contextualizada, que incentive a reflexão do indivíduo, o atual ensino brasileiro mantem-se estagnado em padrões educacionais conteudistas e pouco críticos, fazendo, assim, com que o aluno não desenvolva o seu senso de criticidade. Desse modo, a interpretação pessoal não é estimulada, o que se corrobora através de dados que mostram que 20% da população brasileira é analfabeta funcional (fonte: IBGE).
Outrossim, o contexto social de subdesenvolvimento acaba por ser um agravante dessa situação. Logo, o estado de pobreza leva a educação, amiúde, a ficar em segundo plano na vida de muitos jovens, devido ao limitado acesso dos mesmos ante a escolas de qualidade, baixo tempo de estudo ou obras literárias inacessíveis. Assim, esse plano é evidenciado por dados do IBGE que comprovam que, infelizmente, populações carentes tendem a ter maior representatividade nos índices de analfabetismo funcional. Contanto, difunde-se assim, uma elitização dos mecanismos de conhecimento, o que gera o detrimento dessa parcela desfavorecida ante ao poder de compreensão da leitura.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação incentivar programas que promovam uma educação ativa para a população,através de investimentos em livros, que sejam acessíveis a todos, principalmente à populações carentes, introduzindo-os nas escolas desde as séries iniciais, com temáticas e linguagens mais acessíveis, até as turmas finais, podendo implementar nessas temas e códigos linguísticos mais eruditos, para que assim, haja uma naturalização da leitura que potencializará sua compreensão. Desse modo, observar-se-ia estudantes mais qualificados e ter-se-ia, de fato, “frutos doces” provenientes do resultado educacional.