Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 09/06/2021

Segundo Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode ter para mudar o mundo”. Percebe-se, no entanto, que o povo brasileiro carece desse ensino, haja vista que o analfabetismo funcional é pertinente no meio social. Nesse contexto, é notório como a falta de incentivo e a evasão escolar se relacionam com o problema. Logo, é necessário um debate sobre essa temática, como também, achar alternativas para reduzi-la.

Deve-se pontuar, inicialmente, que a desmotivação dos alunos intensifica essa condição. Visto isso, Darcy Ribeiro, sociólogo brasileiro, criou o conceito de “Pacto de Mediocridade”, o qual dizia, “o professor finge que ensina e o aluno finge que aprende”. Desse modo, entende-se que um maior comprometimento entre aluno e professor poderia tornar o ambiente escolar mais favorável ao ensino e, assim, oferecer uma formação intelectual mais completa aos jovens e adultos, bem como a ascensão desses ao mercado de trabalho.

Além disso, muitos jovens, motivados por problemas pessoais, como gravidez precoce, envolvimento com drogas ou baixa condição financeira, acabam abandonando as escolas antes de ter o ensino completo. Com o propósito de dar oportunidade a esses adolescentes e adultos, foi criado o EJA, programa destinado a esse público, o qual oferece-lhes a chance de passar pelo Ensino Fundamental e Médio novamente. Nesse viés, projetos que incentivam ao estudo, como o EJA, são meios importantes para evitar a evasão escolar e o analfabetismo funcional.

Portando, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação e do Ministério da Cultura, promover a construção de mais bibliotecas públicas e criar projetos que colaborem à aprendizagem, como clubes do livro e Mostras Culturais em espaços públicos, a fim de incentivar aqueles que não tenham condição ou motivação para retornar aos estudos. Desse modo, o direito à educação seria assegurado a todos os jovens e adultos e, assim, o mundo poderia ser mudado, conforme Nelson Mandela.