Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 09/06/2021

Desde a antiguidade, a educação era algo extremamente elitizado, sendo assim apenas aqueles que eram considerados atenienses podiam gastar seu tempo estudando e pensando. Contudo, com a evolução dos ideais políticos e sociais essa ideia foi aos poucos sendo removida. Todavia, mesmo um tempo longo desde a idade antiga, será que realmente a educação se tornou acessível a todos?

Em um país em que cerca de 6,6% da população é analfabeta, segundo dados de 2019 do PNAD, é evidente que há um grande desfalque na educação brasileira. Desde pequenos, as crianças aprendem a seguir um modelo antigo de transmissão de conhecimento, do qual os alunos são obrigados a decorar e se manter quase todo o tempo na posição passiva, o que causa desinteresse nos estudantes e/ou a baixa retenção do conteúdo, como mostrado por pesquisadores de harvard, ao aplicarem o método tradicional e um método ativo em alunos de física, aqueles que participaram de aulas ativas obtiveram uma nota muito superior aos alunos com método passivo, sendo assim há uma grande preocupação na quantidade de pessoas que realmente terão aprendido algo ao saírem da escola.

Outro fato preocupante se refere às pessoas que nunca estiveram sequer matriculadas em uma escola. Como mostra o censo do IBGE de 2021, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo em extrema pobreza, nessas situações famílias se vêem em estados lastimáveis e acabam tirando a educação de seus filhos para que tenham mais uma pessoa trabalhando na casa e gerando uma renda a mais. No entanto, esta ajuda de curto prazo pode acarretar em um sério problema no futuro, uma vez que a criança crescerá e não terá o básico do conhecimento o que a prejudicará na hora de conseguir um emprego, mantendo o mesmo ciclo da pobreza.

Perante os argumentos expostos, é evidente que a problemática não é apenas referente a educação, mas sim a governança do país. Sendo assim, para que o problema seja encaminhado o mais próximo possível da solução, o voto consciente é necessário, só votando em representantes que realmente querem mudar o Brasil pra melhor será possível diminuir a taxa de analfabetismo em terras tupiniquins.