Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 11/06/2021
Analfabetismo funcional é a incapacidade que uma pessoa demonstra ao não compreender textos simples. Tais pessoas, mesmo capacitadas a decodificar minimamente as letras, geralmente frases, textos curtos e os números, não desenvolvem habilidade de interpretação de textos e de fazer operações matemáticas. De maneira análoga, no Brasil, de acordo com o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf) de 2018, produzido pela Ação Educativa e do Instituto Paulo Montenegro, o analfabetismo atinge cerca de 27% da população. Diante disso, é necessário alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil, a qual é motivada pela negligência governamental que consequentemente geram as desigualdades sociais que é fortemente presente na sociedade brasileira.
Sob essa perspectiva, é licito destacar que a negligência governamental é um dos fatores que agravam a problemática. Segundo a Constituição Federal de 1988, o acesso à educação de qualidade é um direito de todo cidadão brasileiro. Contudo, embora o País possua uma das legislações mais avançadas do mundo, muito do que nela se prevê não se concretiza. Tal fato é evidenciado no âmbito educacional devido a uma enorme disparidade do número de analfabetos no País. Dessa forma, a carência de medidas governamentais, configura-se como um desafio a ser superado.
Ademais, outro fator que agrava o impasse consequência da negligência governamental é a desigualdade social. Nesse contexto, no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) 2019, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi avaliada em 6,6% (11 milhões de analfabetos). A Região Nordeste de acordo com a pesquisa apresentou a maior taxa de analfabetismo (13,9%). Isto representa uma taxa aproximadamente, quatro vezes maior do que as taxas estimadas para as Regiões Sudeste e Sul (ambas com 3,3%). Dessa forma, enquanto medidas não forem tomadas a problemática irá persistir na sociedade.
Fica evidente, portanto, que medidas sejam tomadas para solucionar os problemas associados ao analfabetismo funcional em todo o território nacional. Para tanto, o Governo Federal, por Meio do Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas educacionais, devem criar e investir em projetos nacionais educativos, como programas com professores especializados em alfabetização de jovens e adultos, a fim de transformar a educação brasileira e reverter os números absurdos de analfabetos funcionais no Brasil. Além disso, cabe ao Governo Federal investir em regiões menos favorecidas economicamente, a fim de proporcionar as condições igualitárias de aprendizagem. Feito isso, o Brasil poderá, reverter o alto índice de analfabetos exposto pela pesquisa da PNAD.