Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 11/06/2021

Na civilização antiga dos sumérios, o entendimento da escrita cuneiforme era socialmente desigual, uma vez que seu acesso estava restrito às elites locais. Paralelamente, os altos índices de analfabetismo funcional no Brasil contemporâneo evidenciam que essa desigualdade educacional ainda reverbera nos dias de hoje. A esse respeito, vale destacar a baixa qualidade do ensino e a inoperância estatal.

Em primeiro lugar, a educação brasileira, de modo geral, é extremamente precária, haja vista a existência de inúmeros problemas, como facilidades de aprovação, deficiências infraestruturais e ensino básico insatisfatório. Consequentemente, as escolas nacionais não cumprem suas funções sociais de modo eficaz, como apontam dados coletados pelo Indicador de Alfabetismo Funcional, que revelam que mais de 13% dos brasileiros formados no ensino médio são analfabetos funcionais.

Além disso, salienta-se que a negligência governamental também é um agente que permeia a problemática. Nesse sentido, a Constituição Federal assegura a educação como direito inalienável, entretanto, as práticas no tocante a efetivação da lei são inexpressivas, haja vista a precariedade estrutural e didática das escolas públicas do país, as quais não possuem condições pedagógicas adequadas para atender com atenção os vários tipos de alunos. Desse modo, a carência em investimentos na base da educação infantil influencia na defasagem alfabética nacional.

Portanto, para que seja possível alcançar o equilíbrio proposto, cabe ao Governo, por meio de políticas públicas, fazer valer a lei educacional, investindo na implantação de professores direcionados aos alunos que tem dificuldade na leitura e na escrita com a realização de oficinas de alfabetização, além de promover a criação de projetos socioeducacionais que incentivem o ingresso escolar dos jovens, gratificando-os com bolsas financeiras, com a finalidade de contribuir para o sustento das famílias e ao mesmo tempo reduzir o analfabetismo no Brasil.