Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 11/06/2021

Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil]

Definida como a incapacidade que uma pessoa demonstra ao não compreender textos simples, muitos brasileiros, mesmo se achando “capacitados” por possuírem um diploma de determinado nível de escolaridade, só conseguem decodificar, minimamente, letras, frases isoladas, algumas sentenças e textos curtos, demonstrando uma absoluta dificuldade de interpretação de textos.

No Brasil, menos de 70% daqueles que possuem diploma de nível superior conseguem ser proficientes na leitura e escrita, ou seja, demonstrar habilidade e competência na leitura e na produção de textos. E Somente 8 em cada 100 pessoas têm um perfeito domínio da leitura e produção de qualquer tipo de texto.

A rapidez na facilidade do acesso à tecnologia e, consequentemente, à internet por parte dos analfabetos funcionais é vista com ressalva por especialistas. Eles defendem que essa mesma velocidade deve ser empregada para permitir que o contexto digital seja porta de entrada para a inclusão dessas pessoas na educação.

Para o cientista político Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, são necessárias ações assertivas. “Se bem aproveitadas, de forma respeitosa, as redes sociais são uma oportunidade de se encontrar e trabalhar com esses cidadãos em condição de analfabetismo funcional”, diz