Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 12/06/2021

Na sociedade antiga dos sumérios, a abrangência da escrita cuneiforme era socialmente desigual, já que seu alcance era restrito às elites locais. Simultaneamente, os altos índices de analfabetismo funcional no Brasil contemporâneo demonstram que essa discrepância educacional ainda repercute nos dias de hoje. Vale destacar também a decadência na qualidade educacional e a inoperância estatal.

Primeiramente, o ensino brasileiro, em um todo, é extremamente inepto, tendo em vista a presença de infinitos problemas, como facilidades de aprovação, infraestrutura precária e carência no ensino básico. Em consequência, as escolas nacionais não executam suas obrigações sociais de modo eficiente. Dados apurados pelo Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), apontam que mais de 13% dos brasileiros formados no ensino médio são analfabetos funcionais. Assim sendo, é fundamental que ocorram mudanças educacionais direcionadas ao solucionamento dessa realidade cruel.

Para mais, em 1988, o Brasil, adotou o ideal iluminista e republicano na Constituição Federal, que defende a obrigação do Estado de garantir educação de qualidade a todos os brasileiros (vista como equilibradora de oportunidades). No entanto, o desprovimento de medidas governamentais que objetivam amparar a população adulta analfabeta e diminuir essa adversidade social, atesta que essa prerrogativa dos séculos XVIII e XIX não é efetivamente praticada no país. Deste modo, é inaceitável que descasos estatais continuem sendo empecilhos às formações pessoais e profissionais dos brasileiros.

Portanto, as escolas públicas e privadas, através de parcerias com o Ministério da Educação, devem investir na reabilitação de prédios públicos abandonados, efetuar reformas na grade curricular, fortalecendo o ensino básico e reformulando as metodologias pedagógicas, a fim da priorização a interpretação de textos e os cálculos básicos, para que assim reduzam os números do analfabetismo entre os jovens. Outrossim, é função do Governo Federal, mediante a averiguação de regiões que mais possuam adultos analfabetos, abrir espaços físicos de educação básica, o que atenuará as desigualdades educacionais e expandirá as oportunidades profissionais dessas pessoas. Destarte, o Brasil estará mais distante da realidade dos povos sumérios.