Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 12/07/2021
A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu 6º artigo, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a persistência do analfabetismo funcional no Brasil, dificultando a universalização desse direito social tão importante. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater as dificuldades na alfabetização. Nesse sentido, vale destacar que a desigualdade social influencia diretamente no analfabetismo, já que a escola não é uma prioridade para uma família baixa renda. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como é a educação, o que infelizmente é evidente no país. Ademais, é fundamental apontar o baixo investimento em educação como impulsionador do problema. Segundo a Folha, a redução com os gastos em educação entre os anos de 2012 e 2020, foi de 11,3 bilhões de reais. Diante de tal exposto, torna-se evidente que a falta de investimentos atinge diretamente a qualidade de ensino, o que tem como resultado os casos de analfabetismo funcional. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar. Portanto, medidas são necessárias para resolver esse problema. Deste modo, cabe ao Ministério da Educação e Cidadania um projeto de revitalização das escolas e um aprimoramento da grade curricular voltada para a alfabetização funcional, fazendo os estudantes terem um maior aproveitamento dessa instituição. Outra medida a ser tomada, é a ampliação dos programas socias, como o Bolsa Família para diminuir os problemas causados pela desigualdade social. Dessa forma, o Estado desempenhará o seu “contrato social”, tal como afirma Locke.