Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 05/08/2021

É evidente que, no Brasil, o analfabetismo funcional ainda é uma realidade, o que é um cenário preocupante . Segundo uma pesquisa divulgada pelo Jornal da Record, em 2016, quase 50% das pessoas entre 15 e 64 leem, mas não conseguem interpretar os textos em sua totalidade. Isso é decorrente, principalmente, do precário sistema de ensino público brasileiro e do mau uso das tecnologias de informação, o que acarreta problemas na formação intelectual dessa população. Desse modo, convém analisar as causas e as alternativas para reduzir esse impasse.

É importante pontuar, de início, que de acordo com John Locke - filósofo inglês - o homem nasce como se fosse uma folha em branco. Nesse sentido, a escola por meio da transmissão de conhecimento, sobre português, literatura  e entre outras matérias, tem a função de preencher a folha de cada aluno e evitar o analfabetismo funcional. Porém, grande parte das escolas públicas brasileiras sofrem com a falta de investimentos; logo, não têm aulas regulares, faltam professores e há a escassez de livros didáticos. Desse modo, sem o devido investimento do Ministerio da Educação na melhoria do ensino público, o número de analfabetos funcionais irá aumentar.

Ademais, hodiernamente, a internet é o principal meio de comunicação e  informação, por intermédio dela é possível obter notícias em jornais renomados e acessar milhares de livros de forma gratuita em sites como BNDigital (Biblioteca Nacional Digital) e biblioteca digital Unicamp, onde é possível encontrar obras de literatura de escritores brasileiros como, Machado de Assis e Osvaldo de Andrade. Contudo, grande parte do brasileiros utilizam apenas as redes sociais- que possuem um excesso de imagens, vídeos e textos coloquiais- como veículo de conhecimento; o que causa a precariedade na interpretação de textos mais elaborados, devido a desabituação. Dessa forma, a educação digital, nas escolas e faculdades, é importantes para evitar o acesso desregrado a informações superficiais, o que permitirá uma melhoria na leitura e interpretação de muitos.

Logo, medidas são necessárias para resolver esse entrave. Diante disso, faz-se necessário, por parte do Ministério da Educação- órgão do Governo Federal- a melhoria do ensino público, por meio do investimento, para a contratação de mais professores e compra de matérias didáticos, a fim de melhorar o processo de alfabetização e incentivar a leitura; assim, o analfabetismo funcional começará a diminuir. Além disso, é fundamental, por parte das instituições de ensino fundamental, médio e superior, a inclusão da educação digital, para estimular o acesso a sites educativos, com intuito de melhorar a capacidade de interpretação de seus alunos.