Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 10/08/2021

Isaac Asimov em entrevista para o “World of Ideas”, aborda os obstáculos do ensino norte-americano. Ao longo da entrevista, o escritor destaca como a apredizagem acontece de forma automatizada, o que gera desinteresse nos alunos em aprender. logo, é claro que a ideia apresentada relaciona-se com a problemática da conjuntura atual do Brasil: o analfabetismo no país é alarmante e a ação morosa do Estado.

Em primeira análise, evidencia-se a relevância da educação, sobretudo, em relação ao exercício da cidadania. Segundo o conceito de cidadania, do sociólogo Thomas Marshall, um indivíduo só pode praticá-la se dotado dos direitos civis, políticos e soicais, que concedem às pessoas capacidade igualitária de exercê-la. Analogamente, esses diretos são garantidos mediante o Artigo 5 e 6 da Constituição federal (1988). Nesse sentido, a educação é um direito social e deve ser mantido pelo Estado. Assim, nota-se que o analfabetismo corrobora outros problemas dentro da sociedade.

Entretanto, observa-se distorções no sistema de ensino no Brasil. No livro “Cidadão de Papel”, Gilberto Dimenstein salienta que os direitos presentes na Constituição não são integramente mantidos pelo Estado. Paralelamente,  é notável o deficit do Poder público no que tange à qualificação dos prefossores em áreas remotas do país, o que reflete em um sistema de ensino limitado e intensifica o analfabetismo.  Logo, vê-se que os problemas do sistema de ensino são alarmantes.

Portanto, é responsabilidade do Estado tomar providências que amenizem o quadro atual. Para mitigar o analfabetismo no Brasil, urge que o  Tribunal de Contas da União aumente, por meio de novos planejamentos de fiscalização das políticas públicas, a profissionalização de docentes da educação. O projeto deve priorizar as áreas periféricas e remotas do país. Ademais, é preciso que a mídia divulgar, através de propagandas, as os projetos existentes de incentivo aos estudos. Somente assim, será possível que os cidadãos brasileiros não sejam apenas de papel e pratiquem sua funçaõ na sociedade de forma integral e igualitária.