Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 22/08/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a garantia da educação e da qualidade de vida aos diversos povos. No entanto, observa-se justamente o contrário no que tange ao reaparecimento de doenças erradicadas. Nesse contexto, tornam-se evidente como causas a incúria governamental e a desigualdade ao acesso à educação.

Primeiramente, pode-se apontar  como um empecilho à consolidação de uma solução a ineficácia do Poder Público. De acordo com o filósofo Jean-Jacques Rousseau, o Estado responsabiliza-se por estabelecer condições básicas ao promover o bem-estar do âmbito populacional. Contudo, a ideia do intelectual não se concretiza na realidade da nossa sociedade, visto que o alto número de analfabetos funcionais é o reflexo de um sistema educacional falho, tendo em vista que mesmo com um diploma, o indivíduo sai da escola com déficit de habilidades racionais, o que fomenta o aparecimento de situações preocupante para a sociedade brasileira - a exemplo da falta de discernimento da verdade em notícias, o que potencializa a disseminação de notícias falsas, tendo em mente que o sujeito desprovido de capacitada analítica torna-se facilmente suscetível a ser manipulado por notícias duvidosas.

Ademais, outro ponto relevante nessa temática é a dificuldade ao acesso à educação. De acordo com o filósofo prussiano Immanuel Kant, o homem é nada além daquilo que a educação faz dele. Antes de tudo, é importante ressaltar que uma substancial parte dos indivíduos consideradas analfabetos funcionais têm em comum a origem pobre. Nesse viés, um dos maiores empecilhos para a resolução desse problema é a falta do acesso à educação de qualidade, haja vista que os cidadãos mais vulneráveis não têm condições de ingressaram em escolas com o padrao educacional elevado, confinando-os a uma realidade privada de conhecimento concreto para torna-los cidadãos educacionalmente funcionais.

Portanto,  é evidente que tais entraves precisam ser solucionados. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com os Governos Estaduais, promova políticas públicas que democratizem o acesso à educação e, também,  injetem mais verbas ao ensino público. Tais políticas públicas podem ocorrer por meio da construção de centros educacionais em locais necessitados, levando o ensino de qualidade a população, a fim de gerar brasileiros intelectualmente hábeis. Assim, o Brasil será mais justo