Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 23/08/2021
A frase " decorei, copiei, memorizei, mas não entendi" pertence à música “Estudo errado” de Gabriel pensador, na qual é criticada uma educação obsoleta e ineficaz. Embora artístico, esse contexto é coerentemente aplicável à realidade educacional brasileira, a qual sofre com a baixa qualificação e com o subsequente analfabetismo funcional. Nesse contexto, a má qualidade do ensino e a evasão escolar tornam-se desafios de máxima urgência no país.
Em primeira análise, vale ressaltar o aspecto supracitado acerca da precária didática prestada na maioria das escolas brasileiras. Diante disso, segundo o escritor Darcy Ribeiro, o que acontece nas instituições de ensino é um pacto de mediocridade, onde os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem. À vista disso, frequentar o ambiente escolar não significa ser proficiente, tendo em vista que a desmotivação dos docentes, muitas vezes pela má remuneração, torna o ensinamento ineficiente e ocasiona a diminuição do nível colegial dos alunos. Assim, o sistema educacional do Brasil urge atenção para que a população tenha uma formação academial eficiente.
Outrossim, em consonância com a precariedade educativa, o efúgio escolar também colabora para a intensificação do analfabetismo funcional. Sob esse viés, o Ministério da Educação informou que as escolas não conseguem mais atrair os brasileiros. Á face do exposto, o desinteresse em concluir os anos escolares é, em muitos casos, culpa dos próprios institutos que não dinamizam as aulas e as tornam menos atrativas. Com isso, os discentes não veem utilidade em aprender e permanecer matriculado, fator que impede o bom desempenho acadêmico dessas pessoas. Dessas forma, o interesse das escolas em apenas cumprir seus serviços, sem a preocupação com a máxima absorção de seus alunos, torna a evasão cada vez mais uma opção.
Em suma, é imprescindível a mitigação dos desafios para combater essa mazela social. O Poder Legislativo, portanto, por meio de políticas públicas, deve assegurar a plena remuneração a todos os professores. Além disso, promover incentivos educacionais, como bibliotecas temáticas nas cidades e ações comunitárias, por exemplo contação de histórias, a fim de tanto o professor, quanto o aluno sintam-se motivados com o ensinamento e assim estes superem as dificuldades escolares. Diante da articulação dessas medidas, poder-se-á reverter a situação criticada na música de Gabriel pensador.