Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 31/08/2021

Segundo o sociologo Émile Durkheim, em sua teoria da Anomia Social, é afirmado que é dever do Estado garantir o direito de toda a população, para que essa não entre em desordem. Paralelo a isso, a Constituição Federal Brasileira, em seu 6° artigo, garante a todo cidadão brasileiro o direito a educação. Nesse víes, tem-se um Estado Anômico, visto que é necessário a busca por alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil a qual tem suas problemáticas, tais como a desigualdade social e a falta de incentivos a leitura no país.

Em primeira análise, é importante contextualizar que foi no ano de 1808, com a chegada da família real portuguesa, que as primeiras escolas foram anexadas no território brasileiro. Posteriormente, na década de 1930, com o processo de urbanização acelerada de Getúlio Vargas, uma segregação espacial foi gerada no Brasil. Dentro dessas perspectivas, devido a desigualdade social existente no país, uma parcela da população teve acesso limitado ou inferior a educação de base durante a infância e, consequentemente, tornaram-se jovens-adultos com um analfabetismo funcional presente.

Além disso, é notório uma falta de incentivo a leitura na sociedade brasileira, segundo o Instituto Pró-livro, o brasileiro lê menos de 3 livros por ano. Em contrapartida, faz-se importante relacionar o filme ‘‘As vantagens de ser Invisível’’, a qual o protagonista Charlie, incentivado pelo seu professor, está constantemente lendo, contrariando, assim, a média nacional. Diante desse contexto, escolas preocupam-se mais em ensinar gramática ou grandes nomes da literatura, e, por muita das vezes, estudantes acabam por se afastarem do hábito da leitura devido a isso. Desse modo, a falta da leitura, traz como consequência, a dificuldade em compreensão e interpretação de textos.

Em suma, medidas são necessárias para a busca de alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Sendo assim, as Instituições Escolares, em seu papel de formadoras de indivíduo, devem inserir, nas escolas, campanhas de incentivo a leitura, por meio de aulas interativas com grupos de leituras coletivas, com apoio financeiro do Governo Federal, a fim de aproximar jovens ao mundo literário e, por consequência, gerar alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil.