Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 31/08/2021
“A pior cegueira é a mental, que faz com que não reconheçamos o que temos a frente”. A afirmação atribuída ao escritor português José Saramago, representa facilmente o comportamento da sociedade diante da exclusão educacional aos indivíduos baixa renda, já que a falta de reflexão do corpo social garante a invisibilidade desta situação de opressão que permanece sem resolução, garantindo, assim, casos de analfabetismo no Brasil.
Precipuamente, é fulcral pontuar a ausência de políticas públicas como promotor desse impasse. “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”. Artigo 3º da Constituição Federal do Brasil. O Estado, no entanto, está em um caminho contrário a isso, haja vista que as desigualdades educacionais, no Brasil, ainda são bastante forte, pois não há como comparar o sistema educacional em que uma criança baixa renda recebe, o qual é muito precário, e outra de classe média.
Entretanto, os problemas do analfabetismo não se encontram apenas nas causas, mas estão muito presentes nas consequências dessa. Segundo levantamento feito pelo IBGE, o Brasil, em 2018, ultrapassa mais de 11 milhões de analfabetos. Dessa maneira, em razão desses indivíduos se isentarem de senso crítico e, também, da capacidade de interpretar textos, quaisquer informações que a eles chegarem, principalmente em redes sociais, tomaram como certo, sem ao menos checar a veracidade dessas. Por conseguinte, contribuindo para o espalhamento das famosas “Fake News”.
Fica evidente, portanto, que o problema do analfabetismo é devido à falta de políticas públicas no sistema educacional para os indivíduos baixa renda. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pela educação no Brasil, democratizar o ensino de qualidade para toda a população, incentivando crianças e jovens a comparecerem nas salas de aulas, por meio de reformas nas escolas e, também, custeando materiais novos e professores qualificados dispostos a passar todo conhecimento aos alunos. Para que, assim, diminua o número de pessoas analfabetas, no país.