Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 08/09/2021
A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6⁰, o direito á educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal prerrogativa não tem se destacado na prática, quando se observa que o analfabetismo funcional no Brasil vem crescendo cada vez mais, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se necessária a análise dos fatores que contribuem para esse problema.
Em primeira análise, deve-se ressaltar que o analfabetismo funcional está ligado a pessoas que sabem ler e escrever, porém, não conseguir fazer uma boa interpretação de texto. E, segundo dados do IBGE, mais de 30% daqueles que possuem diploma de nível superior não há habilidades em produções textuais e tão pouco de interpretação de texto. Segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de proteção que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o analfabetismo funcional como impulsionador das fakes news no Brasil, visto que esse problema afeta diretamente uma sociedade inteira, já que a falta de interpretação faz com que as pessoas interpretem como notícias que são superadas até elas de forma errônea e acabam repassando pelas redes sociais da forma que entendream. E, segundo o educador Paulo Freire, a educação sozinha não transforma ninguém e sem ela, tampouco a sociedade muda.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esse obstáculo. Para isso, é imprescindível que o Ministério da educação, por intermédio de verbas governamentais busquem melhorias nas redes de ensinos do Brasil, como por exemplo, aulas de redações e interpretação como matéria obrigatória nas escolas. E também o incentivo a leitura, para que esta forma se torne sem pessoas críticas e com bons argumentos. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, aonde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke