Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 07/09/2021
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, em sua teoria da Anomia Social, é afirmado que é dever do Estado garantir os direitos sociais de toda a população para que a sociedade viva em harmonia e não entre em uma desordem. Paralelo a isso, a Constituição Federal Brasileira, em seu 6° aritgo, garante a todo cidadão brasileiro o direito à educação. Nesse viés, tem-se um Estado Anômico, visto que é necessário a busca por alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil a qual tem suas problemáticas, tais como a desigualdade social e a falta de incentivos a leitura no país.
Em primeira análise, é importante contextualizar que foi no ano de 1808, com a chegada da família real portuguesa, que as primeiras escolas foram anexadas no território brasileiro. Posteriormente, na década de 1930, com o processo de urbanização acelerada de Getúlio Vargas, uma segregação espacial foi gerada no Brasil. Dentro dessas perspectivas, devido à desigualdade social existente no país, uma parcela da população teve acesso limitado ou inferior à educação de base durante a infância e, consequentemente, tornaram-se jovens-adultos com um analfabetismo funcional presente.
Além disso, é notório uma falta de incentivo a leitura na sociedade brasileira, segundo o Instituto Pró-livro, o brasileiro lê menos de 3 livros por ano. Em contrapartida, faz-se importante relacionar o filme ‘‘As vantagens de ser Invisível’’, no qual o protagonista Charlie, incentivado pelo seu professor, está constantemente lendo, contrariando, assim, a média nacional. Diante desse contexto, escolas preocupam-se mais em ensinar gramática ou grandes nomes da literatura e, em vista disso, estudantes acabam por se afastarem do hábito de leitura por julgarem como difícil ou não necessária. Desse modo, a falta de leitura, traz como consequência, a dificuldade em compreensão e interpretação de textos.
Em suma, medidas são necessárias para a busca de alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Sendo assim, o Governo Federal, em seu papel de administrar o país, deve inserir políticas públicas nas Instituições de ensino público, com o apoio do Ministério da Educação, por meio da formação de docentes qualificados, com o propósito de colaborar para que a sociedade tenha uma educação de base de melhor qualidade. Além disso, as escolas devem, incorporar campanhas de incentivo a leitura, através de aulas interativas e grupos de leituras coletivas, a fim de gerar alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil.