Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 09/09/2021
De acordo com a Constituição Federal do Brasil de 1988 é assegurada a todos os cidadãos o direito da educação básica. Visto que, há um aumento progressivo no número de analfabeto funcional, que é a limitação para ler e interpretar textos e operações matemáticas, além do comprometimento da difusão cultural do conhecimento que configura uma elite letrada. Dessa forma, os desafios educacionais cada vez mais são enfrentados pelos brasileiros. Nesse sentido, são necessárias medidas cabíveis para que se resolva o problema socioeconômico visível na sociedade contemporânea.
Contudo, uma grande parte da população brasileira tem dificuldades em ler e entender textos e operações da matemática básica. Segundo a BBC News Brasil, três em cada grupo de dez pessoas são consideradas analfabetos funcionais, o que corresponde a praticamente 30% da população de 15 a 64 anos, e esse número alarmante não é o maior que já teve, pois em 2001 correspondia a 39%. Dessa forma, pode ser observado que se o país continuar com tal desempenho, em um futuro não muito longe, o nível de escolaridade será mínimo.
É primordial ressaltar o comprometimento da difusão cultural do conhecimento. Visto que, no ano de 2020, em uma matéria do G1, foi previsto que haveria uma cobrança de 12% nos impostos dos livros. No entanto, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), cerca de 2,43 livros por pessoas são lidos no país, um número relativamente baixo, e se acrescentado o tributo, essa quantidade diminuiria ainda mais, o que seria um problema na educação e na economia brasileira. Portanto, aumentaria a discrepância da elite letrada.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o acentuado problema de analfabeto funcional, o Ministério da Educação deve distribuir livros gratuitos que estimulem a curiosidade do leitor e promover cursos de ensinamentos básicos por meio de aulas e bibliotecas municipais de qualidade a fim de que proporcionar conhecimentos iguais a todos e não só para a elite. Somente assim, além de aumentar a educação do país, o número de desempregados diminuirá e os direitos da Constituição serão assegurados.