Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 22/09/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, em que o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, pois se encontrai desafios para implantar a educação que reduza o analfabetismo funcional. Esse cenário antagônico é fruto tanto da carência de leitura, quanto da desigualdade social. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.
Em primeira análise, é indispensável pontuar que o analfabetismo funcional deriva da baixa atuação dos setores governamentais, em que há falta de incentivo a leitura que corrobora na precariedade no sistema de alfabetização. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à falta de atuação das autoridades, pois se sabe que os brasileiros leem em média 3 livros por ano, uma média muito baixa, visto que a leitura ajuda na compreensão do texto, concentração, memoria e criatividade. Nota-se que essa carência demanda da falta de incentivo a leitura nas escolas, principalmente, públicas. Desse modo, faz-se necessário a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Em segunda análise, é imperativo ressaltar que a educação deveria servir como um promotor do combate a desigualdade social, porém vê-se que o analfabetismo funcional acentua a curva que nos torna um país subdesenvolvido. Conforme a Constituição Brasileira, é dever do país erradicar a pobreza, a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, contudo segundo o IBGE há 14 milhões de analfabetos, sendo de maior número na região do Nordeste, onde a falta de escolas adequadas, grande porcentagem em trabalho infantil, fome, entre outros, que dificultam ainda mais na alfabetização dos cidadãos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, uma vez que a desigualdade social e a baixa frequência de leitura contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Em virtude dos fatos mencionados, deve-se conter o avanço da problemática. Necessita-se, urgentemente, de que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo Federal com o Ministério da Educação, possa exercer uma redistribuição de renda que favoreçam o acesso à educação para todos, para a implantação do ensino nas áreas desfavorecidas, realizando propagandas e incentivos a leitura desde criança para que assim haja uma melhoria no ensino educacional para todos. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do analfabetismo funcional, e a coletividade alcançará a Utopia de More.