Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 27/10/2021
O filme “O menino que descobriu o vento” mostra a importância da educação na busca de soluções de problemas cotidianos, visto que o personagem William, com a ajuda de um livro didático, elabora uma bomba de captação de água para amenizar os efeitos da seca em sua região. Na vida real, infelizmente, não são todos que conseguem ler e interpretar um livro, o que se configura como analfabetismo funcional. Esse problema afeta milhões de brasileiros e precisa ser combatido.
A priori, é necessário entender que a alfabetização completa não é somente a capacidade de ler e escrever, mas também a de elaborar e interpretar textos corretamente. Nesse contexto, essa segunda habilidade é muito importante para a formação de um senso crítico individual. Sobre isso, o filósofo Immanuel Kant postulou que a criticidade é fundamental para que o indivíduo atinja a chamada “maioridade”, que seria a formação intelectual completa. Ou seja, o analfabetismo funcional é um grande empecilho para o alcance da maioridade conceituada por Kant.
Ademais, é válido ressaltar a grande quantidade de pessoas não alfabetizadas no Brasil. Segundo o Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional), cerca de 29% da população brasileira entre 15 e 64 anos não possuem essa formação completa, mesmo que muitos desses indivíduos possuam diploma educacional. Esse dado é preocupante e demonstra que a educação no Brasil ainda é pouco eficiente e carece de investimentos governamentais.
Mediante o exposto, percebe-se a urgência em reduzir o analfabetismo funcional em nosso país. Para tanto, o Ministério da Educação, com apoio do Governo Federal, deve aumentar os investimentos na educação por meio de verbas concedidas por projetos de lei. Essas verbas devem ser destinadas sobretudo às escolas que realizam a alfabetização de alunos. Assim, essa problemática será gradativamente solucionada e histórias como a de William serão cada vez mais encontradas no Brasil.