Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 29/09/2021

“A Menina que Roubava Livros” é um filme que retrata a história de uma menina analfabeta que vivia na Alemanha Nazista e roubava livros das bibliotecas da cidade para que seu pai adotivo pudesse ler para ela. Com essa obra, revela-se as adversidades do analfabetismo funcional para a vivência do indivíduo em sociedade. No entanto, nota-se a irresponsabilidade humana no que tange à alfabetização no Brasil. Nesse sentido, percebe-se que a temática espelha um contexto desafiador, seja em razão da opressão governamental, seja pela desigualdade.

Primariamente, é inevitável destacar o autoritarismo do governo como bloqueio para a resolução do analfabetismo. Segundo a canção “Another Brick in The Wall”, do Pink Floyd, o sistema educacional não objetiva transformar os alunos em indivíduos pensantes e questionadores, mas sim em apenas mais um oprimido na sociedade. Isso ocorre pela opressão governamental, quando se trata da alfabetização dos jovens e de sua evolução escolar. Nesse viés, de acordo com o IBGE, pelo menos 6,8% dos cidadãos brasileiros com mais de 15 anos são analfabetos funcionais. Por consequência, muitos adultos enfrentam dificuldades na conquista de liberdade e autonomia para conviver em sociedade. Logo, faz-se essencial a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, a desigualdade apresenta uma relação íntima com a existência do cenário de analfabetos no país. Conforme defendido por Jason Lima- linguista brasileiro- existe uma classe dominante na sociedade, a qual impede a ascensão dos grupos menos favorecidos, dificultando sua alfabetização. Nesse contexto, observa-se que a teoria é uma realidade enfrentada no Brasil, visto que a comunidade socialmente desfavorecida recebe as migalhas da elite social. Isto é, enquanto a alta classe obtém educação de qualidade, com alfabetização em massa, os mais pobres ganham um aprendizado precário, sendo incapaz de se alfabetizar. Como consequência, os índices de analfabetismo funcional tornam-se cada vez maiores, segundo o ECA. Assim, o tema potencializa valores para a harmonização social.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação- corpo responsável pelo sistema educacional brasileiro- preocupe-se com a população desfavorecida do país, com urgência, por meio do oferecimento de oficinas e palestras prestadas por pedagogos, a fim de alfabetizar a comunidade pobre e aproximá-los dos benefícios de serem alfabetizados. Paralelamente, o Ministério da Economia- órgão de ampla abrangência- deve viabilizar a alfabetização dos indivíduos, de imediato, por meio de incentivo monetário voltado para a inclusão de analfabetos na sociedade, com a finalidade de cessar o problema. Consequentemente, transformando o Brasil em um país com cidadãos alfabetizados.