Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 29/09/2021

A Constituição federal brasileira, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão o pleno direito à educação de qualidade e ao bem-estar social. No Brasil, entretanto, a falta de mobilização do Estado tem permitido que os índices de analfabetismo funcional sejam ainda alarmantes em muitas regiões do país. Nesse sentido, a fim de buscar uma medida efetiva para esse impasse, convém analisarmos suas principais causas e consequências.

Diante de tal cenário, é possível destacar fatores histórico-estruturais como um dos principais motivadores da falta de acesso à educação formal. Desde a lacuna monárquica acerca de projetos educacionais, até o processo de elitização do ensino público nas décadas de 50, 60 e 70, inúmeros fatores têm contribuído para exclusão dos menos favorecidos em relação aos direitos que emanam do poder da escrita e leitura. Lê-se, pois, como nociva a percepção de que a tendência hierarquizadora da nossa sociedade possa gerar uma herança tão grave de desigualdade.

Além disso, a dificuldade de compreender textos relativamente grandes resulta na veiculação de notícias falsas, o que representa um sério legado do déficit educacional. De acordo com publicação do Jornal Estadão, sem capacidade de interpretação, aproximadamente 60 milhões de brasileiros disseminam informações inverídicas nas redes sociais, o que está relacionado à dificuldade de se expressar, fazer conta, ou seja, ao analfabetismo funcional. É, portanto, inaceitável que o país promulgador da Constituição Cidadã permaneça em inércia diante da explícita tentativa de manipulação da massa, por parte da elite que permanece no poder.

Desse modo, é preciso seguir o regimento constitucional com plenitude. Por isso, o Ministério da Educação, instância máxima do ensino, deve, com urgência, desenvolver um projeto de erradicação do analfabetismo funcional. Essa ação pode ser feita por meio de programas comunitários, com professores capacitados e participação das demais Instituições Sociais. Espera-se, com isso, minimizar a desigualdade social vigente.