Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 08/10/2021
De acordo com educador Paulo Freire, se a educação sozinha não é capaz de transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Entretanto, verdadeiras mudanças sociais são impossíveis quando o país mantém um sistema educacional falho. Logo, escolas formam indivíduos com pouco discernimento para interpretar textos e realizar preenchimento de formulários, comprovando a ineficiência de métodos escolares. Desse modo, é dever governamental elaborar ações que rompam com o analfabetismo funcional.
Em uma primeira análise, é indubitável que o ensino público precisa de reformas para garantir que os alunos se formem com toda informação necessária para auxiliar no seu cotidiano e em seu ofício. Assim, a escola que prioriza não somente a memorização, mas também o desenvolvimento do aluno dando vez a sua opinião em debates sobre textos, consegue evitar o analfabetismo funcional e ajuda no seu desenvolvimento ético. Segundo o sociólogo Durkheim, o indivíduo só poderá agir quando entender o contexto que está inserido. Sendo assim, o Ministério da Educação (MEC) deve promover novas metodologias de ensino que coloquem como prioridade a formação do estudante com qualidade.
Em uma análise mais aprofundada, é inegável que os livros são responsáveis pelo desenvolvimento do cidadão, já que a prática da leitura evitará qualquer resquício de desfuncionalidade. De acordo com John Locke e a sua teoria da tábula rasa, o ser humano é como uma tela em branco que é preenchido por experiências e influências. Nesse sentido, a escola deve ser responsável por produzir hábitos benéficos no aluno, haja vista que o incentivo a rodas de leituras desde a infância propicia um maior discernimento do estudante quando adquirir sua formação. Desse modo, o governo pode atuar investindo na compra de livros para as bibliotecas escolares e estimulando os professores a avaliar os alunos que participam de rodas interativas.
Torna-se evidente, portanto, que a temática sobre analfabetismo funcional exige soluções imediatas. Por isso, o MEC, como principal responsável pelo desenvolvimento ético e moral do aluno, deve promover ações que evitem a formação dos indivíduos sem as informações que prejudiquem seu desenvolvimento. Dessa forma, o incentivo a debates sobre textos dentro do próprio ensino pode auxiliar na interpretação e entendimento do estudante. Outro ponto, é os professores estimularem os lecionados desde a infância o hábito de ler, por meio de rodas de leitura para que o contato com os livros evitem desfuncionalidades. Somente assim, será possível solucionar certas consequências de um ensino público falho e transformar o mundo com a educação, como proposto por Paulo Freire.