Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 10/10/2021
Segundo o site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alfabetização brasileira teve uma leve melhora, pois o índice de analfabetismo caiu, em 2020, de 6,8% para 6,6% Embora esses números sejam favoráveis, o problema ainda preocupa, principalmente ao que se refere as altas taxas de cidadãos analfabetos funcionais, caracterizados por aqueles que sabem ler, escrever, entretanto, não possuem a destreza de interpretar ou de realizar cálculos simples e conectar frases. Desta forma, é notável que as políticas públicas não estão sendo eficientes em suas totalidades poismuito além de ensinar, está o aprender e é nisso que esses alunos estão falhando.
Primeiramente, a internet é um meio tecnológico que tem contribuindo muito com várias áreas sociais e a educação é uma delas. Porém, se ao mesmo tempo é fonte de auxilio, ela pode prejudicar os analfabetos funcionais. Exemplificando, muita coisa que publicam nas redes não é verdade, as chamadas fake news. Deste modo, aqueles que possuem dificuldade em interpretar acabam acreditando que tudo o que leem é verdade e repassam essas inverdades aos demais. Ou seja, o analfabetismo funcional saiu do âmbito escolar e está presente em todas as relações sociais. Assim, esses fatos vão de encontro com a teoria de Hannah Arandt sobre a banalidade do mal. Segundo a autora, os comportamentos humanos são enraizados e tornam-se frequentes a medida em que se reproduz, isto é, muitas vezes o analfabetismo é visto como um problema simples, quando não é.
Outrossim, vale ressaltar de que nada adianta um estudo que não possui linearidade, sendo esse um dos principais motivos para aumentar esses dados. Assim, muitos alunos possuem uma base fortalecida e acabam tendo um ensino médio fraco ou possuem uma base fraca o que afeta diretamente no ensino fundamental forte. Por isso, a dificuldade maior destes alunos é na matemática, geralmente além da conta causar duvidas, os problemas precisam serem interpretados e os discentes não obtém êxito, o que faz com que muitos se frustrem e não procurem ajuda ou mecanismos de resolver o problema. Destarte, é notável que o estado falha na sua missão de ensinar, Nietzsche atribuía um papel fundamental a linguagem, demostrando a importância dela como princípio fundador.
Por fim, a busca por uma educação linear e que procura ajudar os cidadãos desde o ensino básico é fundamental. Para isso, cabe ao Ministério da Educação criar um projeto que una programas de escolarização, educação básica de qualidade e condições sociais adequadas, implantando nas escolas um sistema que avalie os níveis de alfabetização não apenas baseado na leitura, mas sim na interpretação e na resolução de problemas. Deste modo, se criará uma cultura educacional favorável onde os pequenos saberão interpretar e toda uma geração seguinte também.