Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 15/10/2021
O livro “O Conto da Aia”, de Margaret Atwood, retrata uma distopia que acontece na República de Gilead, em que, marcada por um regime autoritarista teocrático, controlava totalmente as mulheres, que eram proibidas de ler. Logo, a escrita e leitura mostram-se importantes para a autonomia individual. Entretanto, hodiernamente no Brasil, o analfabetismo funcional tem estado presente na vida do povo. Isso deve-se às desigualdades socioeconômicas somadas ao descaso do Governo.
A priori, é importante ressaltar a diferença econômica-social na sociedade brasileira. Segundo George Orwell, “Somos todos iguais, mas alguns são mais iguais que outros”, nessa lógica, vê-se que, mesmo com igualdade jurídica, uma parte da população é privilegiada, principalmente pelo seu poder aquisitivo. Isso acontece, na educação, na medida em que, enquanto algumas pessoas têm condições até mesmo para pagar uma escola privada, outros não conseguem nem frequentar uma instituição pública. Desse modo, enquanto houver indivíduos sem condições de terem acesso à instrução básica e de qualidade, voltada para o pensamento crítico e interpretação, essa problemática permanecerá como uma ocorrência natural.
Outrossim, o descaso governamental fomenta o impasse. De acordo com o Artigo 205 da Constiuição Federal de 1988, a educação é um direito de todos e dever do Estado. No entanto, ainda que esse seja um direito básico e que o Governo seja capaz de assegurá-lo, percebe-se que tal justiça não é efetivada. Isso pode ser verificado pela análise do número de casos de iliteracia. Desse forma, nota-se a negligência com a situação, uma vez que não há incentivo, por meio da profissionalização adequada dos professores, do fonecimento de materiais e do auxílio financeiro às pessoas que não possuem condições para frequentar as escolas, pois precisam trabalhar para próprio sustento. Porém, sem a posse de uma instrução de apropriada baseada no pensamento crítico, sem questionar, os indivíduos seguem alienados, aceitando o descuido e a consolidação do problema.
Nesse viés, faz-se necessário que o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, atuem em favor do povo, por meio do fornecimento de capital ao Ministério da Educação, que investirá na qualificação profissonal dos docentes e na compra de materias, a fim de promover uma bom ensino, fundamentado na interpretação e análise, minimizando casos de analfabetismo funcional. Ademais, o Governo Federal deve também, oferecer ajuda financeira às pessoas com rendas insuficientes - que não conseguem frequentar a escola com constância -, com intuito de evitar os casos de falta de conhecimento vistos na ficção em “O Conto da Aia”.