Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 24/10/2021

A Constituição Federal de 1988, garante o direito à educação de todo cidadão. No entanto, esse direito não é assegurado no que tange a alfabetização no Brasil. Visto que uma das causas para a persistência desse problema é tanto a omissão estatal quanto a desigualdade social.

Em primeiro plano, é evidente destacar que há ausência de auxílio do Poder Público para amenizar o quadro, o que intensifica ainda mais a problemática. Sob essa tal ótica, de acordo com Jean Jacques Rousseau, filósofo iluminista, na obra “Contrato Social”, afirma que o Estado tem o dever de viabilizar melhorias no campo da educação para que consiga atingir um bem-estar coletivo. No entanto, ao associar a ideia do filosófo com o momento contemporâneo, observa-se uma lacuna para ter acesso ao básico do sistema educacional, assim acaba dificultanto que o homem tenha o pensamento crítico, intelectual e social para manutenção de sua existência.

Ademais, cabe salientar que outro empecilho encontrado para solucionar o direito mínimo de todo cidadão brasileiro é a desigualdade social. Nessa premissa, segundo John Locke, filósofo inglês, afirma que o homem é que nem uma tábua rasa, ou melhor, como uma folha em branco, ao passar dos anos através de suas experiência no meio social estabelece a liberdade intelectual. Porém, a visão social em questão ao analfabetismo no Brasil, vem sendo pontuada de maneira desigual, a maioria da população não tem acesso aos meios de legais de ensino por não ter fonte de renda para investir na educação, o que acarreta na disparidade econômica e a introdução ao mercado de trabalho, sendo que na atualidade é exigido ter no minímo o ensino médio para que o indivíduo consiga ter acesso a uma fonte de renda formalmente.

De acordo com o livro “Sabedoria das Multidões” de James Surowieck: é mais eficiente um grupo unido discutir soluções e tomar decisões idôneas. Portanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), financiar projetos para uma educação de qualidade, por meio do EJA - Educação de Jovens e Adultos - que englobe a manutenção para reduzir a desigualdade social no país por meio de diálogos e debates dentro de escolas tanto no meio rural quanto no meio urbano. Além disso, é função da mídia, como formadora de senso crítico, divulgar os números de analfabetos no País, visto que essa alternativa é como forma de tornar a população consciente de que precisa ser discutido o tema do analfabetismo, com intuito de formar pessoas com pensamento e discernimento à uma crítica construtiva. Dessa forma, a sociedade brasileira conseguirá atingir de maneira coletiva resultados que agregarão no meio político, social e ético.