Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 03/11/2021
Historicamente o analfabetismo sempre foi um fator de exclusão, uma vez que os indivíduos que não sabiam ler e escrever não tinham direito ao voto durante a Primeira República no Brasil. Nessa época, boa parte da população era analfabeta em razão de não possuir condições financeiras para frequentar uma escola. Já atualmente, o alto índice de analfabetos ocorre devido à falta de importância dada à educação, e ele ainda se mostra um problema, tendo em vista que intensifica a desigualdade social.
Em primeiro lugar, é lícito afirmar que a falta de importância que a população dá à educação é um dos fatores que contribuem com o analfabetismo. Esse problema ocorre, principalmente, com os indivíduos pertencentes a classes sociais inferiores, pois, muitas vezes, eles preferem que seus filhos trabalhem em vez de que frequentem a escola, a fim de que eles auxiliem nas despesas. Por conseguinte, esses pais, ao negligenciarem a educação, fazem com que seus filhos ingressem em um contexto de exclusão.
Em segundo lugar, é válido ressaltar que o alto índice de analfabetismo aumenta a exclusão e a hierarquização social. Isso ocorre porque os indivíduos que não sabem ler e escrever apresentam mais dificuldades no mercado de trabalho. Nesse cenário, eles conseguem apenas empregos que não haja a necessidade de exercer essas funções, como de empregada doméstica. Essa situação vai contra a Constituição Federal, a qual afirma que “todos são iguais perante a lei”, uma vez que os analfabetos sofrem com a exclusão. Consequentemente, essas pessoas possuem empregos menos remunerados que o restante da população, o que intensifica a desigualdade social.
Fica evidente, portanto, que há a necessidade de criar medidas que atenuem os índices de analfabetismo no Brasil. Assim, o Ministério da Educação, aliado às ONGs, setor responsável por auxiliar a sociedade, deve criar projetos para a alfabetização dos indivíduos. Isso pode ser feito por meio de campanhas que incentivem a população a aprender a ler e escrever, e pelo direcionamento de verbas para fornecer aulas gratuitas, a fim de que todos os indivíduos tenham acesso a essa educação. Dessa forma, com a minimização do número de analfabetos, a exclusão e a desigualdade social irão diminuir.