Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 07/11/2021

A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6º, o direito à educação. Entretanto, tal prerrogativa não vem se reverberando na prática quando se observa a questão do analfabetismo funcional no Brasil. Isso ocorre por uma falta de iniciativas por parte do governo para reduzir esse problema, resultando em um grupo social suscetível à notícias falsas.

Diante desse cenário, vale a pena ressaltar a gravidade desse problema que é o analfabetismo. A Igreja Católica, desde a Idade Média e até antes, tinha controle total sobre a escrita, com a capacidade de ler a bíblia para os fiéis, porém com o detalhe que, podiam obrigar os cidadãos a fazerem coisas que nunca foram escritas, afinal, ninguém, sabia ler ou escrever, situação que mais tarde virou um conflito, na Reforma Protestante. Sendo assim, é visível que a elitização da escrita e leitura é extremamente prejudicial para a formação de uma sociedade, ainda mais quando o governo não realiza nenhuma iniciativa, por meio de projetos educacionais, para minimizar esse quadro.

Por consequência, esse grupo social fica cada vez mais suscetível as famosas fakenews, que vieram com a popularidade da internet. Sob essa óptica, dados do jornal “O Tempo”, revelaram que 3 em cada 10 pessoas são analfabetas funcionais no Brasil, todavia, tem uma grande participação na veiculação de notícias falsas nas redes sociais, principalmente por imagens e textos manipulados. Dessa forma, fica evidente que esse problema pode afetar diversos setores da sociedade, como na ciência, por meio do compartilhamento de notícias falsas em relação à vacina, por exemplo, ou até mesmo na política, como aconteceu nas eleições de 2018.

Logo, faz-se necessário que o Minsitério da Educação, responsável pela democratização da educação na sociedade brasileira, realize projetos educacionais, por meio de oficinas de letras nas escolas públicas brasileiras para todas as idades, além de sua divulgação nas redes socias, a fim de promover uma maior inclusão dessas pessoas e ensina-lás o básico da escrita e leitura. Espera-se assim que, situações como a da Igreja Católica na Idade Média, nunca mais volte a ocorrer.