Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 09/11/2021
O livro A hora da Estrela, de Clarice Lispector, retrata a vida da jovem Macabéa que, apesar de ser datilógrafa, apresenta dificuldades na interpretação e elaboração de textos. De maneira análoga a história fictícia, na contemporaneidade vemos um alto número e analfabetos funcionais. Isso se deve, sobretudo a inexistência do hábito de leitura e a má qualidade do ensino básico. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.
Apesar da leitura ser de extrema importância para a compreensão de textos, muitos brasileiros ainda não fizeram desse um hábito. Segundo a pesquisa “Retratos da leitura no Brasil” realizada em 2020 pelo instituto Pró-Livro, 48% dos brasileiros não tem hábitos de leitura. Dessa forma, estimular esse hábito tão importante se faz necessário.
Ademais, como bem ilustrou o economista Arthur Lewis, “a educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido”. Em contraste a esse pensamento, no Brasil a má qualidade do ensino básico, reflexo do baixo investimento público, impossibilita as pessoas de aprenderem e aperfeiçoarem as técnicas da escrita e da leitura. Logo, evidencia-se a importância do investimento na educação básica como forma de combater a problemática.
Torna-se imprescindível a tomada de atitudes que mitiguem os efeitos do analfabetismo funcional. Para isso é papel do governo estadual estimular a doação de livros por editoras, por intermédio incentivo fiscal, com finalidade de melhorar a variedade de títulos nas bibliotecas públicas, despertando assim o interesse das pessoas pela leitura. Além disso, cabe ao Ministério da Educação qualificar os professores, mediante investimento em cursos disponibilizados de forma gratuita aos docentes do ensino fundamental. Dessa forma espera-se que a problemática sofrida pela jovem Macabéa fique apenas na ficção.