Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 19/11/2021

O filme “Central do Brasil” mostra a história de Dora, uma professora aposentada que ganha a vida trabalhando na Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, redigindo cartas para quem não sabe escrever. Fora das telas, o analfabetismo ainda é uma problema educacional no Brasil. Sendo assim, fica evidente como a negligência estatal e a busca do capitalismo por lucro impactam negativamente a vida de milhões de brasileiros.

Em primeiro lugar, a Constituição Federal Brasileira de 1988 assegura educação a todos. Todavia, esse é apenas mais um dos direitos legalizados que, conforme afirma o jornalista Gilberto Dimestein, no livro “O cidadão de papel”, figuram tão somente impressos, haja vista que o pouco investimento em infraestrutura, impede uma prática educacional mais democrática, uma vez que não há acesso a ambientes de qualidade para as aulas. Resultando em uma formação escolar pouco desenvolvida e despreparada para o mercado de trabalho.

Assim como o descaso estatal, o capitalismo, que visa apenas o lucro, é um grande impasse para a resolução da problemática. Desse modo, na busca desenfreada por lucros, o sistema capitalista transforma os indivíduos em máquinas de produzir, obrigando o cidadão a ingressar no meio profissional o quanto antes para executar um serviço de forma mecanizada. Por consequência, criamos um corpo social em modo automático, focado apenas no crescimento econômico sem desenvolver o lado criativo.

Portanto, fica evidente como a negligência estatal aliada a mídia contribuem para a permanência desse impasse. Para isso, cabe ao Ministério da Educação que tem como função proporcionar uma educação de qualidade, desenvolver projetos por meio de parcerias com empresas privadas a fim de construir ambientes capaz de promover um ensino mais dinâmico. A partir de ações como essas será possível um ensino mais democrático.