Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 19/11/2021
É indubitável que o analfabetismo funcional é recorrente na sociedade brasileira. Segundo uma matéria exibida no Jornal da Record, quase metade da população brasileira entre 15 e 64 anos sabe ler e escrever, mas tem dificuldade de interpretar textos ou argumentar sobre uma tese a ser defendida, percebe-se então a necessidade de buscar alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Diversas situações ressaltam essa problemática, dentre elas pode-se destacar não só a negligencia estatal, como também o legado histórico de uma educação desigual.
Em primeiro lugar, faz-se necessário analisar como a negligência do estado contribui para fomentar esse impasse. Nessa conjuntura, o filósofo Zygmunt Bauman criou a expressão “Instituições Zumbis”, a qual diz respeito ao fato de que algumas instituições estão perdendo a sua função social. Sob esse viés, a premissa sobredita se aplica ao contexto nacional pois o Estado se faz omisso não só para prevenir o analfabetismo funcional, haja vista a falta de investimentos numa educação pública de qualidade, mas também para soluciona-lo. Dessa forma, a omissão estatal perpetua a problemática do analfabetismo.
Ademais, vale ressaltar que o analfabetismo funcional também é impulsionado pelo legado histórico. Nessa conjuntura, a célebre canção denominada “O Tempo Não Para” escrita por Cazuza, afirma que é possível observar o futuro repetir o passado. Sob essa optica, a perspectiva do autor pode ser observada na sociedade brasileira, pois a falta de educação não é um problema exclusivamente atual, uma vez que acontece desde o período colonial, onde o ensino era destinado apenas aos que faziam parte da elite e a classe mais pobre e mais numerosa sempre foi excluída, constituindo o cenário atual onde grande parte da sociedade é analfabeta funcional.
Assim, medidas exequíveis devem ser tomadas com o intuito de combater o analfabetismo funcional. Portanto, faz-se necessário que o Governo Federal em conjunto com o Ministério da Educação, órgão responsável pelo ensino brasileiro, por meio de reformas nas escolas e no conjunto de professores públicos promova um ensino de qualidade, com o intuito de quebrar essa corrente histórica e diminuir o número de pessoas com dificuldade para interpretar textos ou que não possuem um raciocino logico básico. Desse modo, poder-se-á diminuir o número de analfabetas funcionais e nação estará um passo mais perto de um maior desenvolvimento.