Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/02/2022
Na obra pré-modernista “Triste Fim do Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, o Major Quaresma acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Da literatura à realidade, contudo, ao observar o analfabetismo funcional no Brasil, percebe-se que assunto possui entraves para ser reverberado na comunidade. Nesse sentido, é importante analisar a negligência estatal e a importância da educação.
A princípio, é fulcral ressaltar que a omissão da governança acerca da ensinança agrava a problemática. Nessa perspectiva, apesar de assegurado no artigo 6°, da Constituição federal de 1988, nem todos os brasileiros têm acesso à educação digna, muitos tendo que abandonar a escola por pressão familiar para trabalhar, por falta de transporte ou por falta de interesse dos pais em matricular os filhos. Portanto, tais ocorrências são ocasionadas por falta de políticas públicas que incentivem os estudantes ingressarem e permanecerem nas escolas, além da falta de divulgação sobre a necessidade da escolaridade para a população.
Outrossim, aluda-se ao pensamento de Paulo Freire, “se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob essa perspectiva, é notório que a ensinança é a melhor ferramenta para a melhora de um meio, algo elucidado nos países desenvolvidos, o qual, os próprios têm altas porcentagens da população alfabetizada e com ensino superior completo. Tal prerrogativa, deve servir de espelho para o Brasil, que, apesar de almejar tornar-se nação desenvolvida, persista em não valorizar a ensinança de modo benevolente.
Dessarte, fica evidente que nem todos têm acesso à educação de qualidade. Logo, cabe ao governo federal, por meio de projetos e investimentos, construir novas escolas em áreas com baixos índices de alfabetizados e melhorar os transportes escolares. Além disso, pelas mídias sociais, promover campanhas que conscientize a população sobre a importância da educação, a fim de que mais pessoas vá para as escolas e consequentemente atenua os índices de analfabetos. Em vista da concretização dessas ações, o Brasil se aproximará da idealização do Policarpo.