Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 22/04/2022
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o analfabetismo no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para reduzir o número de indivíduos iletrados. Nesse sentido, destaca-se a falta de investimentos destinados à área educacional para erradicar as defasagens no ensino, bem como incentivos para evitar a evasão escolar. Essa conjuntura, segundo as ideias contratualistas do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que, infelizmente, é evidente no país tupiniquim.
Ademais, é fundamental apontar a falta de estímulo à leitura e à escrita como fator impulsionador do analfabetismo entre a nação brasileira. De acordo com Bill Gates, uma das personalidades mais influentes do século XXI, “sem leitura os nossos filhos serão incapazes de escrever, inclusive, a sua própria história.” Dado o exposto, no contexto atual da sociedade, o livro, fonte primordial de conhecimento, foi colocado em segundo plano, uma vez que houve a emergência do meio digital como principal propagador de informações. Logo, é inadmissível que esse cenário perdure.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater o analfabetismo no Brasil. Para isso, é imprescindível que a União reorganize, em colaboração com os governos estaduais, as diretrizes para a educação infantil por meio da elaboração de novos planos educacionais para que seja garantido a todos os brasileiros o ensino pleno desde os anos iniciais. Dessa forma, a autonomia dos alunos será trabalhada desenvolvendo o senso crítico e a habilidade de resolver problemas. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.