Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 23/04/2022
A Constituição Federal, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, o crescimento do analfabetismo funcional no Brasil evidencia que os brasileiros estão distantes de viver a realidade idealizada pela carta magna. Desse modo, a inércia estatal e o ensino de má qualidade são fatores para esse revés.
Em primeira análise, é válido destacar, antes de tudo, que a negligência do poder público é uma peça-chave do problema. Nessa perspectiva, Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso no corpo social. Entretanto, a máquina administrativa rompe com essa conformidade, pois não viabiliza investimentos em políticas públicas que tenham o propósito de atrair os alunos, como investir em bibliotecas para o acesso gratuito à leitura e em laboratórios de informática. Dessa forma, enquanto as autoridades não tomarem providências cabíveis, o letramento de todos os cidadões do país não será uma realidade.
Além disso, é preciso ressaltar a má atuação escolar como influente nesse cenário adverso. Nesse contexto, para o filósofo prussiano Immanuel Kant, o segredo do aperfeiçoamento da humanidade encontra-se na educação. Nessa lógica, por mais que o ambiente acadêmico seja essencial para a formação do indivíduo, substancial parcela das instituições de ensino não promove a participação estudantil em projetos educacionais, como estímulo a prática da leitura e a interpretação textual, seja de texto fácil, seja de texto difícil. Sendo assim, são necessários novos meios de incentivo pedagógicos, os quais visem ao progresso do país.
Infere-se, portanto, a necessidade combater os problemas enfrentados pelo analfabetismo funcional. Para isso, é interessante que o Ministério da Educação, principal competência que rege investimentos nesse setor, elabore, por meio de um planejamento de ensino, em conjunto aos docentes, a criação de uma disciplina curricular obrigatória que vise somente a interpretação textual e a leitura dos estudantes. Essa iniciativa terá a finalidade de formar indivíduos capacitados de entender qualquer excerto e conviver sem dificuldades na sociedade.