Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 10/09/2022

A Constituição Federal de 1988, documento de maior importância jurídica do país, prevê, em seu artigo 205°, a educação como direito inerente ao cidadão brasileiro. No entanto, nota-se que tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, quando se observa que o analfabetismo funcinal ainda é uma realidade no Brasil. Nesse contexto, é fundamental entender o que causa esse grave problema social e seu impacto na sociedade, a fim de propor uma medida que, de fato, o erradique.

Inicialmente, vale ressaltar que a insuficiência na qualidade do ensino brasileiro contribui para falta de letramento pleno do indivíduo. Nessa perspectiva, de acordo com o educador Paulo Freire, as escolas valorizam a instrução contuedista em detrimento do desenvolvimento pessoal. Sob essa ótica, a educação ensinada na sala de aula tem como objetivo passar o conhecimento de forma passiva, sem, efetivamente, buscar atender as dificuldades do aluno, de maneira que potencializa os seus desafios - a exemplo de, pouca indepedência e baixa qualidade profissional- na convivência com o corpo social.

Ademais, é importante apontar que um grande efeito negativo disso é o aumento da exclusão desse grupo na comunidade brasileira. Isso porque, indivíduos iletrados enfrentam impasses para o entendimento de assuntos básicos do cotidiano fazendo com que tenham maior dificuldade de progredir no âmbiente laboral, por exemplo. Nesse sentido, segundo o sociólogo Karl Marx, uma pequena parcela da população, favorecida pelo sistema cultural, são reconhecidas por suas qualidades políticas e intelectuais, enquanto as outras pessoas são inferiorizadas por não compartilhar do mesmo contexto. Dessa forma, tais cidadãos são inseridos, mais uma vez, na margém da sociedade.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para a mitigação do problema. Nesse viés, cabe ao Ministério da Educação -Órgão responsável pela sistema brasileiro de educação- promover a eficácia do ensino educativo, por meio da reformulação dele, a fim de que o conhecimento seja passado de uma forma não passiva para que o aprendizado seja, de fato, acometido a todos. Logo, o direito garantido pela Carta Magna, será uma realidade próxima.