Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 26/09/2022
Na obra ‘‘Capitães de Areia’’ de Jorge Amado, é retratado o cotidiano de um grupo de jovens, cuja a vida é marcada por tragédias familiares e miséria, o que os levam a marginalização e ao analfabetismo por boa parte do grupo, combinado a falta de acesso a educação. Fora do âmbito literário, é fato que há ainda o analfabetismo funcional no território nacional, visto que, boa parte da população não têm o devido acesso a uma educação de qualidade, restringindo a ingressão social do cidadão.
Constata-se, a princípio, que, de acordo com o artigo 205 da Constituição de 1988, é dever do Estado fomentar educação de qualidade para todos. Todavia, observa-se que, tal direito não é cumprido no território brasileiro, tendo em vista que cerca de 6,6% da população acima de 15 anos se encontra na linha do analfabetismo funcional, como afirma a PANAD, mostrando que essa problemática abrange principalmente a população mais pobre, pois a falta de acesso a educação não garente a alfabetização do cidadão. Logo, a população mais pobre se torna refém do descaso governamental para com a educação.
Em decorrência disso, o indivíduo analfabeto sofre as consequências árduas da sociedade, como a alienação, que o restringe a ingressão social. Dessa forma, a população usaria da filosofia de Platão, em ‘‘O Mito da caverna’’, em que o prisioneiro ao sair da alusão distópica e alcançar a virtude e o real, deve contar aos outros e tirá-los da prisão que os detém. Dessa forma, o cidadão que não é alfabetizado, encontra-se acorrentado como na alegoria da caverna, ou seja, estagnado na sua camada social e manipulado por aqueles que detém o conhecimento. Logo, apenas a educação pode libertá-los da distopia social.
Nesse sentido, é mister que esse entrave seja revertido. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por zelar pela qualidade e cumprimento das normas educacionais, promova a construção de escolas em áreas emergentes da sociedade, através de verbas governamentais, como também, campanhas de alfabetização transmitidas por meio de canais televisivos e midiáticos. Para que, assim, a alfabetização possa chegar em toda a população e cenas como a do livro ‘‘Capitães de Areia’’ seja erradicado da sociedade.