Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 21/10/2022
A partir da metade do século XX, especialmente pelas ideias do educador Anísio Teixeira, diversos avanços foram implementados no âmbito educacional no Brasil, em que possibilitou principalmente a democratização do ensino. Contudo, apesar desses importantes progressos na cidadania, entraves como o analfabetis-mo funcional continuam assolando parte da sociedade brasileira. Desse modo, a fim de elucidar alternativas para reduzir esse problema, urge explicitar as suas cau-sas, a visão distorcida sobre educação e os efeitos do uso excessivo de eletrónicos.
Diante desse cenário, cabe citar que o conceito errôneo de educação é o principal sustentáculo do analfabetismo no Brasil. Na série “Os Simpsons”, o per-sonagem Bert, um adolescente travesso, planeja continuamente fugir e abandonar a escola, pois enxerga o local e a educação como um castigo e um peso. Sob tal óti-ca, fora da ficção, Bert é a personificação do conceito de estudo que muitos brasi-leiros têm, sendo esse mais um fardo que uma dádiva e uma prioridade, visto que frases como “Eu odeio estudar” são com frequência escutadas em ambientes aca-dêmicos. Logo, pela inviabilidade de repudiar e optar por se desenvolver no mes-mo setor, entes com tais ideias estão fadados ao analfabetismo funcional.
Outrossim, vale destacar as consequências da adicção do uso das telas como outro agravador do problema. A Neurociência comprova que o excesso de e celulares eletrônicos causa mudanças significativas na capacidade lógica, no foco e no equilíbrio de emocional dos indivíduos. Diante dessa premissa, as telas estão colocando em risco grande parte da capacidade humana, visto que estão cada vez mais projetadas para o vício, com a potência de gerar mais prazer em menos tem-po de uso, o que afeta diretamente as habilidades interpretativas dos indivíduos, que mesmo sabendo ler e escrever, não conseguem ter total compreensão dos tex-tos. Assim, pelo excesso de telas os seres estão predestinados ao analfabetismo.
Infere-se, portanto, que ainda há barreiras para uma educação verdadei-ramente democratica. Dessa maneira, torna-se urgente que o Ministério a Educa-ção forneça palestras, sobre o valor do estudo e o seus principais adversários, em escolas públicas e particulares, no ensino fundamental e médio, por meio de pro-fessores e psicólogos. Dessa forma, o Brasil alcançaria a educação plena.