Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 25/03/2023

Entende-se por analfabeto funcional aqueles que, apesar de teoricamente alfabetizados, não possuem capacidade de interpretação e compreensão de textos, por exemplo. No Brasil, nota-se uma realidade preocupante no que tange ao assunto, visto que o analfabetismo funcional é um grave problema a ser sanado no país. Tal condição se faz verdadeira na nação dado que os investimentos e eficiência na educação pública são insuficientes, e tem como consequência a perpetuação de um ciclo do analfabetismo e da desigualdade.

Em primeira análise, o Brasil é um país cujos investimentos e incentivos à educação pública não são suficientes e nem bem coordenados. Segundo Paulo Freire, a educação é necessária para que a sociedade mude. Torna-se ainda mais latente, portanto, a situação de analfabetismo funcional, visto que a mesma é uma evidência da precariedade do ensino público brasileiro e é ponto de partida para consequências que representam justamente a falta de mudanças no país.

Logo, perpetua-se uma situação cíclica no que tange ao analfabetismo funcional e à desigualdade educacional. Isso se dá visto que os estudantes cujas condições financeiras não os dão acesso à educação particular são obrigados a ingressarem nas escolas públicas, cuja educação não os dá a formação que deveriam. Assim, tais estudantes, posteriormente, podem se tornar profissionais com formação falha, enfrentando inúmeras dificuldades para inserção no mercado de trabalho, e não podendo oferecer condições melhores a seus descendentes, sustentando, portanto, um ciclo que evidencia as falhas educacionais e as injustiças no Brasil.

Desse modo, faz-se necessário que o Estado, através de melhores investimentos, que também devem ser melhor coordenados e fiscalizados, melhore as condições da educação pública no Brasil, de modo que o ciclo do analfabetismo funcional seja quebrado e as oportunidades sejam mais igualadas e justas.