Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 20/07/2023

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, com a ausência de conflitos. Entretanto, contrariando a idealização da ficção exposta, é possível observar um notório desafio no que diz respeito a redução do analfabetismo funcional no Brasil. Essa questão se da, principalmente, devido a ineficiência do sistema educacional brasileiro, além da negligência governamental no país.

Em primeira análise, vale destacar o precário sistema de ensino do país como um dos principais impeditivos para solucionar esse tema. A esse respeito, o filósofo Immanuel Kant, defendia a ideia de que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Nesse viés, torna-se notório que, ao não dispor de condições minimamante produtivas (como professores qualificados, material didático, ambiente favorável, entre outras questões), a educação do país tende a ser cada vez mais defasada, ampliando problemas como a evasão escolar, aumento na criminalidade e, sobretudo, a ampliação do analfabetismo funcional.

Ademais, cabe ressaltar também o descaso por parte das entidades responsáveis como outro perpetuador dessa problemática. Nesse sentido, segundo o político Abraham Lincoln, cabe às autoridades, democraticamente instituídas, promover políticas públicas para a sociedade. Entretanto, contrariando a ideia de Lincoln, é possível apontar descuidos governamentais em relação ao sistema educacional brasileiro (baixo investimento, atraso de salário e desvalorização dos profissionais, instalações inadequadas, entre outros), que, além prejudicar o desenvolvimento do país, amplia significativamente os problemas que culminam no analfabetismo funcional.

É evidente, portanto, que alternativas devam ser aplicadas. Nesse prisma, a fim de aumentar o número de formados no ensino médio e diminuir o índice de analfabetismo funcional no Brasil, cabe ao Governo Federal, órgão de instância máxima nacional, por meio do Ministério da Educação, promover a ampliação do ENCCEJA pelos estados de ensino mais defasado, de forma a garantir a facilidade no acesso ao programa e, como forma de incentivo, o vínculo empregatício em empresas parceiras do projeto. Aproximando-se da idealização feita por More.