Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/10/2023
A narrativa “A menina que roubava livros” retrata a vida de uma jovem, filha de uma comunista perseguida pelo regime nazista, analfabeta, com dificuldade severa de leitura e interpretação textual. Infelizmente, a realidade apresentada no livro é verossímil com o cotidiano de uma minoria que representa quase 6% da população
- de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Isso ocorre em função da desigualdade social causada pelo sistema capitalista e traz como consequência a exclusão sociocultural desse grupo.
O filósofo Karl Marx defende que o capitalismo e o poder de dominação é o que dá origem a desigualdade social. Uma sociedade economicamente desequilibrada afeta as oportunidades de formação acadêmica que os indivíduos terão. Dessa forma, aquele cidadão que exerce os seus direitos, possui um estilo de vida acima da média populacional terá maiores vantagens no âmbito educacional do que aquele que exerce certa de um terço dos seus direitos e possui um estilo de vida abaixo da média populacional. Devido a isso, a menos que este indivíduo seja abastado de sorte, o abismo desigual monetário e educacional é um ciclo vicioso.
Ademais, essa questão reflete em uma exclusão social e cultural na vida do analfa- beto funcional. Pessoas que tem dificuldades para ler e interpretar textos podem se sentir excluídas e com baixa autoestima por não conseguirem acompanhar as demandas da sociedade letrada. Além disso, a falta de acesso a leitura e escrita limita a absorção de conhecimento e a capacidade de adquirir informação cultural, afetando negativamente o desenvolvimento sociocultural destes indivíduos. Porém, com o apoio e ajuda necessária, essa minoria pode se desfazer desse cenário, como a jovem judia do livro “A menina que roubava livros”.
Em suma, a fala “O analfabetismo é a expressão de pobreza, consequência inevi-tável de uma estrutura social injusta. Seria ingênuo combatê-lo sem combater sua causa” de Paulo Freire, é referente ao modo de produção capitalista e reflete no analfabetismo funcional. A fim de resolver a questão da pobreza e da desigualdade social, o Governo deve aprimorar políticas de combate à informalidade do trabalho, por meio da geração de emprego para analfabetos funcionais, além de incentivar as instituições de ensino ensino o estímulo dos hábitos de leitura.