Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 20/06/2024
No preâmbulo da Constituição Federal de 1988, declara-se o exercício dos direitos sociais e individuais: a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça. Apesar disso, percebe-se, na realidade brasileira, a falta de aplicação desses princípios em diversos casos, destacando-se o analfabetismo funcional. Em síntese, esse cenário ocorre principalmente pela má formação educacional e pelo descaso governamental.
Sob esse viés, é válido destacar que a educação como direito de todos se deu a partir da promulgação da Constituição Cidadã. Entretanto, 36 anos depois, ainda se vê no Brasil, um modelo de educação falho que não capacita os indivíduos para serem autônomos na sociedade, provocando o que se chama de analfabetismo funcional. Desse modo, segundo John Dewey, a educação deve ser crítica, ou seja, orientar e permitir que o indivíduo aprenda com as experiências mas, ao se valorizar apenas o decorar dos conteúdos para ir bem em uma prova, perde-se esse senso crítico e isso é refletido em toda a sociedade.
Além disso, esse cenário ainda continua acontecendo pela ineficiência governamental. Desse modo, segundo Émile Durkheim, com o conceito de anomia social, há uma cessação das regras que fazem com que o indivíduo aja por seus próprios interesses. Assim, o Estado por não ofertar um ensino de qualidade para todos, acaba sendo esse modelo anômico proposto pelo sociólogo.
Portanto, para que se reduza o analfabetismo funcional no Brasil, o Ministério da Educação, órgão responsável pela gestão dos ensinos, deve promover a capacitação dos profissionais para gerar uma educação crítica. Isso será feito por meio de cursos de especialização, palestras e workshops, disponibilizados gratuitamente.