Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 12/10/2024
A filósofa Hannah Arendt defende o conceito de “banalidade do mal”, a tendência que a sociedade tem de naturalizar mazelas que afetam a coletividade. Consoante a isso, a realidade iguala-se ao ponto teórico abordado, principalmente em função da evidência da falta de alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Isso ocorre devido à ausência de incentivo ao pensamento crítico e tem como consequência o afastamento da isonomia social.
Diante deste cenário, é importante citar a falta de incentivo de pensamento crítico como grande motor motriz para esse problema. Nesse sentido, o sociólogo Paulo Freire afirma que “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua própria produção”. Desse modo, é possível perceber que o pensamento analítico é vital para a evolução da educação do indivíduo, pois se ele não for corretamente estimulado desde o início escolar, gera uma replicação de ideias iguais que não são refletidas para a construção de uma análise própria. Assim, refletindo ao resto da vida do sujeito, pois faz com que se torne um analfabeto funcional, ou seja, uma pessoa que não consegue interpretar algo dito ou escrito, em decorrência de uma falha na escolarização.
Outrossim, faz-se mister avaliar uma grave consequência do problema supracita-do. Sob essa ótica, segundo o princípio da isonomia social, originado na Grécia Antiga e utilizado na legislação brasileira, todos os cidadãos devem ter tratamento igualitário na sociedade, sem qualquer distinção. Contudo, com a presença da intolerância ideológica, pessoas com pontos de vista diferentes não podem usufruir dos direitos à liberdade de expressão, os ataques feitos a indivíduos com ideias opostas acabam privando-as de emitir sua opinião em total liberdade. Desse modo, a isonomia social é contrariada, pois uma parcela da população tem seu direito subjugado pelas massas.
Portanto, urge resolver essa problemática. Destarte, cabe ao governo, na condição de garantidor de direitos, promover palestras e oficinas de leitura e escrita abertas ao público, por meio de professores especializados na área de linguagens. Sendo assim, com a finalidade de acrescer na educação da população e findar o analfabe-tismo funcional, levando luz as mazelas que a sociedade tende a naturalizar.