Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/10/2024
Em 1992, a Organização Nações Unidas promulgou uma das leis mais relevantes da história recente: a Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo conteúdo garante o direito de que todas as pessoas sejam alfabetizadas. Entretanto, a problemática do analfabetismo funcional no Brasil, ainda enfrenta problemas no que diz respeito à exclusão da parcela socialmente vulnerável da sociedade. Assim, é lícito afirmar que a postura do Estado em relação à desigualdade e ao enfrentamento da invisibilidade social contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.
Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para combater a desigualdade no país. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo que o Ministério da Educação exerce na administração do país. Instituído para ser um órgão que promova a igualdade educacional, tal ministério ignora ações que poderiam, potencialmente, fomentar o contato de classes pouco privilegiadas ao cenário educacional, como a distribuição de materiais pedagógicos básicos. Desse modo, o Governo atua como agente perpetuador do processo de exclusão da população mais pobre a esse conhecimento imprescindível. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Outrossim, é imperativo pontuar que a invisibilidade social também colabora para a dificuldade em alfabetizar a população. Isso decorre, principalmente, do grande percentual da sociedade que vive em carência econômica, considerados vulneráveis, essas pessoas são ignoradas e negligenciadas, tornando-se invisíveis aos olhos da sociedade. Consequentemente, a população de baixa renda, fica impedida de ter acesso ao ensino básico.
Diante do exposto, denota-se a urgência de propostas governamentais que alterem esse quadro. Portanto, cabe ao Estado uma ampla fiscalização das pessoas que se encontram em invisibilidade social. Da mesma forma, por analogia, é proposto que o Ministério da Educação, promova palestras em locais carentes de ensino com o intuito de reduzir o percentual de pessoas analfabetas no país. Em seguida, é dever do governo federal conscientizar a população brasileira, através de campanhas publicitárias, sobre a importância da alfabetização.