Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 19/05/2025
A Constituição Federal de 1988,por meio do Artigo 6º,garante a educação como direito inalienável aos cidadãos brasileiros.Entretanto,apesar dos benefícios legais,há, no Brasil,um grande número de indivíduos incapazes de interpretar texto e com dificuldade de resolver cálculos matemáticos simples.Dessa forma,é fundamental combater a negligência governamental em promover a equidade no acesso às garantias constitucionais e a indiferença social,para mitigar as graves consequências socioeconômicas do analfabetismo funcional.
Sob esse viés,é válido destacar a inoperância estatal como causa para a perpetuação da falta de letramento.Nesse sentido,segundo o geógrafo brasileiro Milton Santos,o país vive um cenário de cidadanias multiladas,em que embora previstos pela lei,os direitos sociais são uprivilégios de indivíduos detentores de poder econômico. Nessa perspectiva,a baixa infraestrutura das escolas publicas e a superlotação das salas de aula promovem uma alfabetização desigual,quando comparada com as instituições privadas,haja vista o sucateamento da educação gratuita.Logo, o analfabetismo funcional prejudica a formação do senso crítico, o que fragiliza o exercício da cidadania.
Além disso,a antropóloga Lilia Schwarcz desenvolveu o conceito de “política de eufemismos”,em que determinados problemas são invisibilizados pelo corpo social. Nesse viés,a necessidade de gerar renda e a falta de incentivo familiar aos estudos contribuem para o abandono escolar sem a plena alfabetização,uma vez que há a supervalorização do trabalho.Assim,a pouca importância dada aos saberes intelectuais garante uma má qualificação para o mercado de trabalho,o que dificulta a ascensão social e o progresso nacional.
Portanto,é imprescindível que o Poder Executivo- órgão máximo normativo- torne o ambiente escolar público mais confortável e tecnológico,por meio do deslocamento de parte do Produto Interno Bruto,com vistas a minimizar a desigualdade no acesso à educação.Outrossim,é necessário que o Ministério da Educação crie campanhas socioeducativas,mediante a divulgação de propagandas nas redes sociais,as quais incentivem a valorização das escolas pelos brasileiros,a fim de diminuir os índices de analfabetismo funcional.