Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 12/07/2022

“Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. A declaração realizada pelo filósofo inglês Aldous Huxley, ao ser analisada sob a atual conjuntura do país, nos permite refletir sobre como o aquecimento global está sendo negligenciado no tecido social brasileiro, pois está afetando o meio ambiente. Nesse sentido, fatores como a ineficácia estatal em consonância com raízes históricas não podem ser desprezados, visto que são os principais elementos relacionados à problemática.

Primeiramente, o Estado não promove conscientização dos indivíduos sobre a necessidade de agir contra o aquecimento global. Seja por falta interesse dos órgãos públicos, seja pela dificuldade em se articular em um território de dimensões continentais, a população carece de instrução que deveria ser oferecida pelo governo para que os efeitos ao meio ambiente tivessem sua merecida atenção, que na realidade é vista como dispensável. Assim, é inadmissível que medidas públicas sejam tomadas.

Ademais, o Brasil possui em suas origens uma essência exageradamente extrativista que o acompanha até hoje. Nesse interim, a falta de seriedade acerca do aquecimento global pode ser vista como resquícios de uma sociedade colonial individualista e que apenas buscava o lucro, sem real compromisso com o meio ambiente. Dessa forma, o inventário popular não sofreu mudanças que acabassem com esse tipo de atitude, alimentando cada vez mais a falta de interesse sobre aspectos ambientais, sendo necessário que essas raízes culturais antigas sejam quebradas.

Logo, fica claro que o problema é de ordem governamental e cultural. Assim, o Ministério da Educação, deve disponibilizar campanhas de conscientização, que serão e incluídas nas Diretrizes Orçamentárias e serão feitas nas escolas e em ambientes públicos de grande fluxo de pessoas. Esse programa irá estimular o debate e mostrar a importância do bem coletivo que será atingido por posturas ativas contra o aquecimento global. Assim, o Estado formará cidadãos que não negligenciam o problema, mas buscam soluções.