Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?
Enviada em 14/07/2022
Segundo o principal relatório sobre mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas, o aquecimento global é inequívoco e produzirá danos irreparáveis ao planeta. Entretanto, na conjuntura mundial atual, essa problemática ainda não é vista com a urgência necessária, seja pela apatia política, seja pela resistência do capital às mudanças impostas pela necessidade da transição energética.
Constata-se, a princípio, que o combate ao aumento drástico da temperatura da terra por efeito antrópico enfrenta a inércia de líderes políticos ao redor do mundo. Desse jeito, isso pode ser observado no caso da saída dos Estados Unidos, sob a ordem do ex-presidente Donald Trump, do principal pacto firmado entre as nações sobre o clima, o acordo de Paris. Em vista disso, os EUA, principal economia do mundo e o maior responsável pela emissão de gases poluidores da história, se ausenta do compromisso ao combate do aquecimento global. Sendo assim, essa atitude evidencia como as mudanças climáticas ainda não são vistas com a devida prioridade e importância por figuras políticas determinantes.
Infere-se, ademais, que outro fator responsável pela ausência de seriedade no enfrentamento ao aumento do efeito estufa na atmosfera é a sobreposição do interesse do capital sobre as questões climáticas. À vista disso, historicamente, a lógica capitalista baseia-se na exploração desenfreada de recursos naturais em busca do lucro máximo. Dessa forma, essa prática incentiva a produção irrestrita de combustíveis fósseis, principal responsável pelo aquecimento global. Desse modo, combater esse problema significa impor uma transição energética, o que, evidentemente, não está nos interesses das grandes corporações petrolíferas, uma vez que representaria prejuízos ao lucro dessas empresas.
Destarte, com o intuito de combater a apatia política, é papel da sociedade, por meio das redes sociais, cobrar ações políticas mais contundentes de combate ao aquecimento global, convocando a participação de figuras públicas engajadas em questões do meio ambiente. Ademais, é dever da mídia, por intermédio de campanhas de conscientização, veiculadas nos principais meios de comunicação, instruir a população acerca da necessidade de exigir a transição energética. Assim, o bem-estar do planeta irá se antepor perante aos interesses exclusivos do capital.