Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?

Enviada em 24/10/2022

“O mais escândaloso dos escândolos é que nos habituamos a eles”. A afirmação, atribuída à filósofa francesa Simone de Beauvoir, pode ser facilmente aplicada à ignoração do aquecimento global, já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade e a naturalidade de como a situação é tratada no país. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa à análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar o aumento de gases poluentes lançado à atmosfera, através da ação do homem sobre a natureza. Segundo o filósofo Alemão Albert Schweitzer, O mundo tornou-se perigoso, porque os homens aprenderam a dominar a natureza antes de se dominarem a si mesmos. No entanto, ao observar o aquecimento global, percebe-se que cada vez mais vem sendo ignorada pelo homem, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar que o problema advém, em muito de interesses econômicos. De acordo com o provérbio indígena, só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro. Sob esse viés, é notório que o ser humano degrada a natureza para conquistar sua independência economica, tais como a retirada ilegais de madeiras de lei, para venda clandestina. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é impressidivel que o Poder Legislativo, elabore leis para evitar o desmatamento, com penas mais rígidas, afim de alertar a população e diminuir os causadores do aquecimento global. Paralelamente, é imperativo que com a criação de ONG’s e com ajuda da mídia, possa conscientizar grande parte da população sobre os causadores do aquecimento global, promovendo também campanhas de reflorestamento. Somente assim, será possivel ter uma armônia do homem com a natureza, evitando grandes desastres naturais.