Ameaça ignorada: por que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade?
Enviada em 15/07/2022
A jovem ativista Greta Thunberg ficou conhecida pela sua luta contra a crise climática mundial. A consciência demonstrada pela adolescente, entretanto, está longe de ser uma realidade brasileira, posto que o aquecimento global ainda não é visto com seriedade pela sociedade. Nesse contexto, o descaso acerca dessa situação mostra-se como um preocupante problema que acontece tanto pela desinformação quanto pelo induvidualismo social.
Diante desse cenário, as falsas informações sobre o tema minimizam a gravidade da situação. Sobre isso, a Constutuição Federal prevê a garantia da integridade física dos seres vivos e do meio ambiente ao qual estão inseridos. Todavia, a disseminação de mentiras sobre o superaquecimento do planeta - tal como a ideia de que ele não é real- dificulta o cumprimento do estabelecido pela Carta Magna. Com efeito, a persistente descrença da população inviabiliza a possível tomada de ações para o enfrentamento desse desafio uma vez que não se pode combater aquilo que não existe aos olhos da sociedade.
Além disso, é válido ressaltar ainda que o egoísmo contemporâneo é um obstáculo a ser superado. Nesse viés, é importante remontar ao conceito de Desenvolvimento social - cunhado em 1987 no relatório de Brundtland - que defende que o suprimento das necessidades das sociedades atuais não deve comprometer o desenvolvimento das gerações futuras. Contudo, na medida em que os impactos mais catastróficos do aquecimento global atingirão principalmente as próximas gerações, como por exemplo o derretimento total das calotas polares, os indivíduos tendem a ignorar o problema. Desse modo, o individualismo impede que a crise climática seja tratada com a devida importância.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de se solucionar as questões mencionadas. Para isso, as Escolas devem conscientizar a população acerca da gravidade do aquecimento global a fim de combater a desinformação e o comportamento individualista. Essa inciciativa deve ocorrer por meio de campanhas e palestras mediadas por biólogos e climatologistas que possam esclarecer dúvidas sobre o tema e educar as crianças e as comunidades locais. Talvez assim o Brasil ´possa conhecer cada vez mais jovens como Greta.